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História

A palavra CIMENTO é originada do latim CAEMENTU, que na antiga Roma designava uma espécie de pedra natural de rochedos não esquadrejada (quebrada). O produto é o componente básico para o concreto. Em meados de 1830 o inglês Joseph Aspdin patenteou o processo de fabricação de um ligante que resultava da mistura, calcinada em proporções certas e definidas de calcário e argila. O resultado foi um pó que, por apresentar cor e características semelhantes a uma pedra abundante na ilha de Portland, foi denominado “cimento Portland”.

No Brasil, as primeiras iniciativas para a fabricação de cimento ocorreram no final do século XIX. O ano de 1926 foi um marco para a indústria do cimento no Brasil, com a inauguração da fábrica Companhia Brasileira de Cimento Portland, em Perus. A partir dai o cimento começou a ser produzido no Brasil em escala industrial. Em 1933 a produção nacional começava a ultrapassar as importações.

Após a 2ª guerra, o Brasil entrou num processo de desenvolvimento industrial e de sua infraestrutura. O consumo percapita de cimento saltou de 12,9 kg/hab/ano em 1935, para 22,3 kg/hab/ano no fim da guerra e para nada menos do que 67,7 kg/hab/ano em 1962. Entre 1945 e 1955 o setor inaugurou 16 novas fábricas, e desde então o país se tornou autossuficiente no consumo de cimento.

A década de 60 não foi um período fácil para a economia brasileira e, consequentemente, para a indústria do cimento. A ociosidade da indústria era de 17% e o cenário só veio a mudar no final da década com a retomada do crescimento da economia.

O milagre econômico aconteceu na década de 70 em consequência dos investimentos governamentais em obras de infraestrutura. A indústria de cimento recebeu um considerável estímulo para aumentar sua capacidade produtiva e inaugurar novas unidades por todo o país. Ao todo foram 22 novas fábricas de cimento instaladas no país nessa década. No entanto a crise do petróleo, no final da década, impediu a continuidade desse crescimento.

Durante os anos 80 o Brasil experimentou crises nunca antes vistas, a recessão mundial e a consequente queda dos investimentos resultou num período de pouca atividade na construção civil. Empresas de cimento chegaram a operar com capacidade ociosa de 55%.

A criação do Plano Real trouxe estabilização da economia e aumento no poder aquisitivo da população. O reflexo foi imediato impulsionando o mercado de cimento para crescimentos de dois dígitos. Em 1999 o consumo de cimento chegou no patamar recorde de 40 milhões de toneladas. A partir do ano 2000 os resultados do setor começaram a fraquejar diante dos percalços da economia. As seguidas crises econômicas e o término da paridade cambial fizeram com que o Real se desvalorizasse, atingindo em cheio o consumo.

A partir de 2004, com o marco regulatório da construção civil, o incentivo à construção imobiliária, o crescimento da massa salarial, expansão do crédito, redução dos juros e a capitalização das incorporadoras e construtoras, a atividade da construção civil apresentou um forte crescimento e consequentemente a indústria de cimento. Ano após ano o consumo de cimento batia recorde, atingindo 69,3 milhões de toneladas em 2012.

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