Resultados Preliminares
Resultados Preliminares de Janeiro 2026
Janeiro 2026
A indústria do cimento registrou um início de ano com desempenho de vendas favorável, com a comercialização do insumo no País em janeiro totalizando 5,3 milhões de toneladas, um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e uma alta de 8% frente a dezembro último. Por dia útil, a comercialização foi de 223,9 mil toneladas no mês, representando uma evolução de 3,3% comparado ao mesmo mês do ano anterior. Vale notar que o consumo foi impactado pelo volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste.
Ainda assim, o aquecimento do mercado de trabalho e o ganho na renda da população seguem como pilares do consumo. A taxa de desemprego encerrou o ano em queda, atingindo 5,1% — o menor patamar desde 2012 — e a população ocupada bateu o recorde de 103 milhões de pessoas. Com a renda média em R$ 3.560 (superior aos R$ 3.368 de 2024), a massa salarial alcançou níveis históricos, enquanto o emprego formal chegou a 38,9 milhões de postos, reduzindo a informalidade para 38,1%.
Nesse cenário, a confiança da construção1 subiu para o maior nível desde março de 2025, impulsionada por investimentos em infraestrutura, contratações recorde do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e novas regras de financiamento para média e alta renda. No acumulado de 2025, as vendas do MCMV cresceram 15,5%, consolidando o programa como peça-chave do setor. A indústria2 também iniciou janeiro recuperando o otimismo após um fechamento de ano pessimista, apresentando melhora na demanda e no escoamento de estoques.
Entretanto, o setor enfrenta desafios como a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano e o elevado endividamento das famílias, que atingiu 49,77% em novembro. A confiança do consumidor recuou em janeiro após quatro altas consecutivas, refletindo o peso dos juros e da inadimplência, que já atinge 81,2 milhões de brasileiros. Além disso, a escassez de mão de obra na construção permanece como um gargalo estrutural para 2026.
Apesar das incertezas externas e da política monetária restritiva, as perspectivas para o ano seguem resilientes. A inflação está em trajetória descendente e há sinalizações de redução da Selic para 12,25% até dezembro. No âmbito da sustentabilidade, o setor mantém o foco na regulamentação do mercado de carbono, na consolidação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e nas metas de descarbonização do Plano Clima, das quais o setor tem efetiva participação.
“Iniciamos 2026 com a confiança da construção em seu melhor momento dos últimos dez meses. O mercado de trabalho resiliente e a renda em alta formam uma base sólida, mas ainda enfrentamos o desafio dos juros em 15%, que penalizam o crédito imobiliário de médio e alto padrão e o consumo das famílias. Nossa expectativa recai sobre o início do ciclo de corte da Selic previsto para março e a continuidade dos investimentos em infraestrutura e no Minha Casa, Minha Vida, que seguem como grandes indutores do consumo de cimento no país. A inflação convergindo para a meta e o câmbio mais estável também podem se tornar aliados importantes do setor nos próximos meses." Paulo Camillo Penna – Presidente do SNIC


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