Resultados Preliminares

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Resultados Preliminares de Maio 2020

Maio 2020

Pelo segundo mês consecutivo, o mercado de cimento experimenta uma enorme volatilidade e o desempenho de vendas não sofre uma queda abrupta como reflexo da crise.

Maio seguiu  a  tendência  de  abril  e  contou  com  um  volume  de  vendas  de  4,8  milhões  de toneladas de cimento, 3% a mais do que em maio de 2019, segundo o Sindicato Nacional da Indústria  do  Cimento,  SNIC. Entre  janeiro  e  maio,  houve  uma  queda  de  0,3%  em  relação  ao mesmo período de 2019.

Já o volume de vendas por dia útil foi de 212 mil toneladas, um aumento de 9,7% em relação a maio de 2019 e de 13,7% em comparação a abril. No acumulado do ano (jan-maio), dentro deste critério, o desempenho é um pouco mais tímido, com 0,9% de ampliação sobre o mesmo intervalo do ano passado.

Estes números  estão  sob  o  efeito  da  continuidade  das  obras  imobiliárias  formais,  conforme demostram  estudos¹  de  entidades  ligadas  ao  setor,  dos  reflexos  das  medidas  de  auxílio emergencial familiar por parte do governo, além do uso de reservas pessoais (poupança) para pequenas obras e reformas.

Tais fatores, somados a uma inflação baixa, tem sustentado a massa salarial, o que, aliado ao fato das pessoas permanecerem mais em casa, impulsionou a chamada autoconstrução, realizadas pelo proprietário. Isto é corroborado por pesquisas² que mostram que as lojas de materiais de construção tiveram uma queda brusca em março, mas desde então se recuperam, atingindo em maio níveis de vendas pré-COVID-19.

Outro fator a ser levado em conta é que após um início de ano bastante chuvoso, os meses de abril e maio foram excepcionalmente secos e muito das vendas do cimento que haviam sido represadas no começo do ano pelo varejo e pelas construtoras escoaram no período.

“Os resultados são surpreendentes até o momento, mas nada ilusórios a longo prazo, conforme aponta a significativa queda do PIB da Construção Civil no primeiro trimestre, 2,4%, divulgado pelo IBGE. As vendas estão sendo sustentadas, em sua grande maioria, pelo mercado imobiliário residencial e isto impõe cautela do setor para o futuro. Precisamos diversificar a fonte de consumo, principalmente com a retomada das obras de infraestrutura. Só assim conseguiremos destravar a baixa demanda e reduzir o prejuízo dos últimos anos” Paulo Camillo Penna – Presidente do SNIC

PERSPECTIVAS

Navegando em águas revoltas

O cenário futuro é preocupante e incerto, o que impede uma leitura clara do desempenho da indústria até o final do ano.

Por conta disso, a entidade tem alertado o governo federal quanto a necessidade de disponibilização de crédito, que até o momento não chegou as micros, pequenas e médias empresas, minando a capacidade de recuperação e reduzindo as vendas de cimento e demais materiais de construção.

Além disso, se não houver a renovação do auxílio emergencial do governo o poder de compra da população tende a cair, junto com a massa salarial e o consumo. Ainda temos o aumento do desemprego, que encerrou abril com o índice de 12,6%, segundo o IBGE.

Por fim, se também analisarmos os fatores mais próximos da cadeia de valor, observamos, no primeiro trimestre do ano, uma redução³ de 15% nos lançamentos de projetos imobiliários, em comparação com o mesmo período de 2019 e um recuo de 69% se comparado ao quarto trimestre do ano passado.

“Seguimos em meio a tempestade, mas com uma direção firme. A COVID-19 continua sendo uma realidade e impondo desafios a todos e não é diferente na nossa indústria. Não mediremos esforços para garantir o máximo de segurança aos nossos trabalhadores e condições necessárias para a continuidade das operações da indústria”, completa o executivo.

Resultados Preliminares de Maio 2020

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